
O capítulo VII do livro "A Família em Rede", de Seymour Papert, incide na influência das novas tecnologias no ensino. A Revolução Tecnológica da Educação causa ainda, um grande receio por parte dos pais, sendo que é isso que o autor pretende desenvolver ao longo do capítulo. Concordo com o ponto de vista do autor, pois a meu ver, as tecnologias ainda não são vistas como uma grande ajuda por todos. Em vez de assumirem as tecnologias apenas como instrumentos de lazer dos filhos, os pais deveriam preocupar-se mais em ter atenção à política de utilização dos computadores, pois estes não servem apenas para desenvolver a "cultura de aprendizagem" em casa, mas também devem reconhecer o que podem incrementar na escola.
As novas tecnologias ainda não são vistas como uma megamudança na escola, assumem-se fundamentais nos trabalhos de investigação, mas ainda não entram o suficiente nos programas curriculares para provocarem uma verdadeira mudança positiva e enriquecedora. Tendo isto em conta, poderíamos questionar se realmente a escola está preparada para receber esta megamudança. Mas essa mudança só poderá acontecer quando realmente criar alguma diferença, e para tal é necessário saber intervir nas áreas correctas, com as pessoas certas. Se repararmos, nos dias de hoje, se calhar essa mudança não é assim tão significativa. Quando entramos numa sala e vemos um computador em cada secretária, não ficamos de modo algum surpreendidos, já parece algo normal, que não "adianta" de muito.
O autor refere que é visto como um optimista em relação a esta mudança, e penso que posso dizer que também o sou, basta as pessoas começarem a acreditar naquilo que as novas tecnologias podem trazer de vantajoso, sobretudo as mais velhas, e ouvirem as pessoas especializadas no assunto. Segundo Papert, existem três grandes forças para esta mudança: a grande indústria, a revolução na aprendizagem e o poder das crianças. Quanto à indústria, esta pode contribuir na educação no campo dos manuais escolares. Segundo uma pesquisa que elaborei, existe a possibilidade de se adoptarem manuais escolares via "on-line" (http://www.dgidc.min-edu.pt/public/man_adop.asp), o que demonstra que as tecnologias podem realmente, facilitar a vida a muitas pessoas. Quando se fala em "revolução" na educação, esta diz respeito à alteração do modo de pensar sobre o "aprender", pois este deve estar aberto ao mundo das novas tecnologias. Relativamente ao poder das crianças, o assunto é muito simples, basta entendermos o valor e a importância da "cultura de aprendizagem", que já referi anteriormente, as crianças que estão habituadas a utilizarem o computador em casa, mais facilmente levam esse "conhecimento" para a escola, levando consigo a sua própria cultura de aprendizagem e assim, os primeiros passos para essa grande mudança. Deste modo, as crianças tornam-se "agentes" da mudança na escola, o que lhes oferece a oportunidade de adquirirem com maior facilidade novas oportunidades de aprender.
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