Monday, October 8, 2007

"A Família em Rede" - capítulo II


Ao longo do capítulo II, foi-me possível verificar qual seria o assunto que Papert se preocupava mais em desenvolver: a tentativa de assumir uma posição no mundo das tecnologias.

O autor denonima dois grupos distintos no seio das tecnologias, "os ciberutópicos" e os "cibercríticos", sendo estes os protagonistas da "multidão de futuristas", a que o autor faz referência. Muito resumidamente, o autor diz que os "ciberutópicos" defendem as tecnologias como fundamentais para uma vida melhor. Já os "cibercríticos", apenas enaltecem a aprendizagem como aspecto indispensável e criticam constantemente as tecnologias fazendo alusão aos seus "terríveis perigos".

Posso dizer que partilho da opinião do autor quando este diz que "na verdade, muitos estão pior com a utilização da tecnologia do que sem ela", no entanto esta afirmação só fará sentido se as tecnologias não forem (bem) utilizadas, para os contextos a que se destinam. Não quero, de todo, ao reforçar esta afirmação, substimar a importância das tecnologias, mas há que saber utilizá-las.

Seymour Papert, preocupa-se sobretudo em revelar a importância das tecnologias no futuro, quer na vida profissional, quer na vida pessoal, maioritariamente no que diz respeito à comunicação com os filhos, "A minha mensagem é de que depende de si, muito mais do que aquilo que poderá pensar, o delinear do seu futuro e do dos seus filhos, no que diz respeito ao computador".

A comprovar o protagonismo das crianças neste mundo das tecnologias, Papert, faz referência a três episódios de aprendizagem: uma em que duas crianças de oito e nove anos de idade, já recorrem ao computador para reforçarem opiniões, outra em que alunos do 4º ano de escolaridade, trabalhando em grupo, desenvolveram um software para poderem estudar a anatomia dos animais. A terceira e última experiência, refere-se a um grupo de alunos do 7º ano que faziam um trabalho sobre "poesia no computador". Uma das alunas, não via qualquer interesse na divisão das palavras por classes gramaticais, como os substantivos ou os verbos. No entanto, após várias experiências e utilização de programas do computador, foi-se apercebendo que devia "ensinar" o computador a utilizar as palavras apropriadas no respectivo contexto. Desta forma, foi ultrapassando as suas dificuldades e melhorou significativamente o seu rendimento escolar. Assim, estas experiências apresentam-se como bons exemplos à importância das tecnologias no campo da educação.

Em contrapartida, existem os educadores chamados de "avestruzes" que, apesar de se mostrarem entusiasmados com o uso dos computadores, "enterram as cabeças" para não compreenderem a mudança que isso implica.

Em todo o capítulo, pude verificar que se aboradavam aspectos muito importantes, contudo, o aspecto que o autor aborda no final, da "fluência tecnológica", é na minha opinião o mais fundamental. Se não se tornarem "fluentes", as crianças não aderem à tecnologia da mesma forma. Os alunos têm de estar preparados a aderirem a qualquer contexto educacional e saberem utilizar a linguagem adequada.

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