Wednesday, October 24, 2007

"A Família em Rede" - capítulo III


No capítulo III, aborda-se o tema da aprendizagem no mundo das tecnologias, tal como em que circunstâncias é que essa aprendizagem se desenvolve.

Quando um pai entra numa loja cujo nome é "ABACUS, A loja da Aprendizagem", imediatamente a palavra aprendizagem destaca-se. Mas ainda com mais destaque surgem "os títulos mais recentes em software", que hoje em dia aparecem cada vez mais. Tendo em conta a "tradicional" procura entre os produtos "habituais" para as crianças e a "aprendizagem por computador", há que evidenciar as suas diferenças, que o autor fez questão de destacar. São elas, o facto de na primeira existir um contacto próximo, humano e afável e, na segunda, verificar-se uma ligação desumanizada e meramente mercantil.

Posso dizer que no meu ponto de vista, os conteúdos das aplicações multimédia recentes são alvo de grandes críticas pelo facto de abordarem temas superficialmente e de utilizarem a técnica da pergunta, para que a criança responda e seja o computador a dizer se está certo ou errado, esta não beneficia em nada as competências das crianças, como no caso da matemática.
É necessário reflectir acerca de novos modos de abordar a aprendizagem, no entanto, para isso, os pais têm de pensar um pouco acerca das suas aprendizagens e quais as que lhe foram úteis para a sua vida. Apesar de tudo, uma das abordagens da aprendizagem que já verifiquei que é errada é a que faz das crianças "máquinas de resposta", técnica que eu já atrás referi.
Uma abordagem bem sucedida será a "aprendizagem de estilo familiar", feita a partir da cultura. Esta não corre o perigo de provocar desconforto às crianças devido ao desconhecido, a partir de outros, como a aprendizagem escolar.

"A Aprendizagem é facilitada quando é autodirigida", esta citação de Papert, designa o movimento teórico do Construtivismo. A meu ver, por um lado, é positiva relativamente à aprendizagem porque prepara o aluno para aprender em qualquer situação, mas por outro, limita-se à transmissão de conhecimentos de professor para aluno. Por exemplo, na criação de um jogo de vídeo, com esta abordagem, as crianças aprenderão aspectos técnicos, conhecimentos incluídos nos currículos escolares e ampliarão formas de pensamento.

Não posso também deixar de referir a minha concordância com o autor nas suas referências aos exemplos de "mau software". São elas a de que a máquina é activa e a criança não, e a crítica feita às mensagens dos produtos "É tão divertido que o seu filho nem se apercebe que está a aprender". Para mim, as crianças têm que ter absoluta consciência de que estão a aprender e terem gozo nisso. Tirando partido do prazer que as crianças devem ter ao "aprender", penso que posso fazer referência ao "micromundo", direccionado para a linguagem Logo, e que entusiasma as crianças pelo facto destas manipularem o computador enquanto aprendem. Já o "hipermundo", ajuda a construir a capacidade de autodirecção, onde cada um pesquisa o que quer e como quer.

Claro que todas estas possíveis abordagens de aprendizagem através do computador, vão desenvolvendo-o e enriquecendo-o, tornando-o cada vez mais inovador e rápido. No entanto, na minha opinião, prevalece ainda muito mau software que não ajuda ao desenvolvimento de competências nas crianças. Contudo, existem também abordagens bastante positivas no mundo da aprendizagem e são essas que se têm que ter em conta no sistema educativo dos nossos dias.

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