Friday, November 30, 2007

"A Família em Rede" - Capítulo VI


Logo no início deste capítulo, apercebi-me que se tratava de um minicurso em fluência tecnológica para toda a família. Segundo Papert, aquilo que no fundo ele sabe ao trabalhar com o computador, qualquer criança conseguiria aprender, até mesmo uma criança de oito ou quatro anos.
Pelo que fui percebendo ao longo do capítulo, este foi estruturado baseando-se em projectos para a família, onde todos os intervenientes desta pudessem participar nas actividades a serem desenvolvidas. O grande objectivo de todos os projectos em família, passa por três princípios: pela capacidade de alcançar aquilo que para nós parece ser inalcançável e, ainda, conseguir ir além disso; tornar o computador uma fonte de ideias para as crianças; e, por fim, não esquecer a cultura das crianças, para que estas se sintam bem com aquilo que estão a fazer e, sobretudo, à vontade. Aqui então, poderei falar do exemplo dado pelo autor quando Joan tenta ajudar a avó a fazer uma pesquisa sobre tartarugas. Dada à enorme quantidade de páginas encontradas, penso no que é que seria que uma criança faria perante tal situação e chego à conclusão que deveriam criar-se novas estratégias para que estas pudessem viver na cultura da Internet, que tanto se fala hoje em dia, só assim terão oportunidade de explorar o que as Tecnologias tanto dizem que podem e têm para dar.
Também só assim, poderão partilhar essa cultura com a família. Deveriam existir mais projectos que em vez de provocarem o "choque", nos seus utilizadores, provocassem, confiança. Falando no exemplo do MicroWorlds, este é um programa que quando aparece no ecrã, "há muita gente que sente um pequeno choque, não devido a alguma coisa que o programa faça mas, precisamente, porque não faz coisa alguma. A maior parte dos programas para crianças tomam a iniciativa de fazer qualquer coisa, nem que seja tocar apenas música. A maioria, mas não todos". Contudo, felizmente, existem aqueles que proporcionam a fluência computacional nas crianças ao explorarem o mundo da tecnologia, como por exemplo, a linguagem Logo, que permite que as crianças consigam ser verdadeiros utilizadores do computador competentes porque este segmento lhes permite aprender deste modo.
Em suma, o que será de realçar neste capítulo, é a necessidade de criação de projectos familiares no mundo das tecnologias, que lhes permita olhar, por exemplo, para o computador, como um produto de qualidade e cultura, quer para crianças, adultos ou idosos.

Monday, November 26, 2007

Cmap Tools



Através deste vídeo poderão conhecer melhor o funcionamento da ferramenta Cmap.

Macroestrutura do trabalho

A aula prática de hoje, foi bastante produtiva para o início da parte prática do nosso projecto. Completámos o guião de autor que tínhamos iniciado na última aula e elaborámos a macroestrutura do projecto. Na macroestrutura desenhámos então, através de um esquema elaborado no programa Cmap, os temas que iremos abordar, nomeadamente a Reciclagem e as informações que anteriormente tínhamos adquirido através das pesquisas que fizemos, acerca dos weblogs em contexto educativo. Colocámos também as hiperligações que iram estar presentes no Wordpress, uma vez que será o formato que iremos utilizar. Este esquema ajudar-nos-á a seguir a estrutura que pretendemos para a apresentação do projecto, tal como permitirá que o desenvolvamos de forma mais organizada. Da mesma forma que colocámos as hiperligações, descrevemos quais os elementos multimédia que iremos utilizar. No final, enviámos por email à professora, para que esta tenha uma ideia de como ficará, posteriormente, o trabalho. Contudo, é provável que durante a passagem para a parte prática, tenhamos novas ideias para a construção deste.
Para quem desconhece o programa Cmap Tools, neste site poderão conhecer a sua função: http://cmap.ihmc.us/.

Tuesday, November 20, 2007

Apresentação do powerpoint

Na aula prática de ontem, apresentámos o Powerpoint acerca da tecnologia que escolhemos para trabalhar. Expusemos então à turma, todas as características dos weblogs e os seus pontos fracos e fortes, relativamente à sua utilização no âmbito educativo.
Depois de todos os grupos apresentarem o seu powerpoint acerca da respectiva tecnologia, começámos a elaborar o guião de autor, de que a professora já tinha falado, para podermos passar então, na próxima aula, para a parte prática do trabalho. Já começámos a ter ideias acerca do tema que iremos desenvolver, no entanto, ainda queremos explorar um pouco mais aquilo que procuramos.

"A Família em Rede" - capítulo V


Neste capítulo, Papert dá especial atenção à importância da cultura familiar na aprendizagem das crianças. Esta "cultura familiar", aparece associada ao que a família pensa em relação à aprendizagem e nos seus diversos constituintes, como as suas crenças, actividades e tradições. No entanto, as famílias valorizam a sua cultura de forma diferente umas das outras, depende dos seus estilos de aprendizagem. Contudo, o autor defende que numa cultura familiar saudável, terá de existir uma base de entendimento, juntamente com uma compreensão das diferenças, só assim existirá respeito mútuo e união.
Existem famílias que optam pelo estilo de aprendizagem escolar, em que baseia por um currículo de conteúdos específicos, ou então o estilo de aprendizagem tradicional, em que se adopta os hábitos que vão passando de pai para filho.
Ao falar-se de cultura familiar, há que realçar a influência que cultura computacional vai exercendo cada vez mais. Por vezes esta "cultura computacional" gera "preconceitos relativos ao que é apropriado para diferentes idades", no entanto penso que esta mentalidade está errada. Os pais não podem ver na maior facilidade de utilização dos computadores dos filhos, a sua ignorância. Têm sim que persistir na vontade de aprender a utilizar as novas tecnologias, transmitir os seus estilos de aprendizagem aos seus filhos e deixá-los aprender com os seus erros.
Penso que o mais importante a retirar deste capítulo, é que todos podem assumir este papel de transmissor de estilos de aprendizagem, tenham 8 ou 80 anos. Na realidade os pais e até mesmo os avós, podem sempre aprender com os seus filhos e netos, pois o computador pode ajudar também a desenvolver a cultura familiar de aprendizagem, desde que estes não tenham problemas em transmitir as dificuldades que encontram no uso das tecnologias aos seus filhos, só desta forma podem ser ajudados. Verifica-se assim, entreajuda familiar, "cultura familiar".

Tuesday, November 13, 2007

Web 2.0

Eis um vídeo que demonstra as vantagens da escrita digital, exemplificando com o hipertexto e link. Demonstra também diversas tecnologias onde a escrita digital é utilizada e onde se pode fazer a partilha de informações, nomeadamente no Delicious, Blog e Flicker. Mostra também a Wikipédia como local de pesquisa de informações.

Coloquei este vídeo, pois penso que ajuda a perceber as vantagens das tecnologias para a criação do sentimento de "partilha".

Tuesday, November 6, 2007

O passo seguinte...


Tal como prevíamos, conseguimos entregar o Relatório de grupo a tempo, no dia 5 de Novembro. Não encontrámos grandes dificuldades na pesquisa de informação para o seu preenchimento mas agora é que vem a parte prática. Penso que não posso chamar a parte mais "difícil", talvez seja mais indicado chamá-la a parte mais interessante. Pois agora é que iremos poder pôr em prática todas as ideias que temos para o projecto que vamos desenvolver e vamos poder ver resultados concretos. Além da entrega do trabalho, foi exactamente isso que estivémos a fazer na última aula, pensar acerca do que queremos fazer. Decidimos, também com a ajuda da professora, fazer o nosso trabalho sobre "weblogs", em formato Wordpress. Achámos este o formato ideal, dado que já conhecemos a sua estrutura graças às pesquisas que efectuámos sobre weblogs.
Para quem estiver interessado em saber mais sobre o Wordpress e em que é que este consiste, pode visitar o site: http://rodrigomuniz.com/blog/como-instalar-o-wordpress/, ou então o seguinte, http://pt.wikipedia.org/wiki/WordPress.
No final da aula de ontem, a professora ainda nos mostrou um powerpoint acerca das tecnologias sociais (web 2.0) bastante interessante, que nos mostra como existem diversas tecnologias de 2ª geração, que nos permitem interagir socialmente através da partilha de conhecimento e informação. Quase todas estas tecnologias são bastante acessíveis e gratuitas, tais como o Blogger, Wordpress, Delicious, Wikis, Youtube e o Hi5.

"A Família em Rede" - capítulo IV


Hoje em dia, frequentemente surge a pergunta se "os valores devem ser ensinados pela escola ou pelos pais?". Concordo plenamente com o autor, quando este diz que a verdadeira importância da questão, trata-se do modo como os valores inerentes à educação são conduzidos. No fundo, na minha opinião, são os pais os grandes "condutores" dos valores nas crianças. Apesar dos professores transmitirem saberes e conhecimentos, muitas vezes precisam de transmitir algo mais para despertarem interesse e mesmo confiança nas crianças, valores como a honestidade e precisamente a confiança, devem ser desenvolvidos no seio familiar. Só assim, as crianças poderão crescer num ambiente baseado na segurança, no respeito e no reconhecimento das suas próprias capacidades e competências.
Apesar de se procurar "quem" ou "aquele" que deve educar a criança, é necessário reconhecermos também, que por muitos ensinamentos e valores que lhe sejam transmitidos, é a própria criança que deve acostumar-se a aprender sozinha, com os seus erros. Só depois, deverá reconhecer o erro e estar disposta a aprender a fazer bem e melhor, criando a sua própria vontade se ultrapassar os seus obstáculos e possíveis "enganos". Só assim, existirá o "respeito" de que falei na aprendizagem. Para comprovar o meu pensamento, retirei um excerto de Papert, que reflecte perfeitamente o que acabei de dizer: "O escândalo da educação reside no facto de sempre que ensinamos algo estamos a privar a criança do prazer e do benefício da descoberta".
Daqui poderei partir para a "solução construccionista" referida no livro. Esta "solução" consiste no facto de as crianças aprenderem consoante a realidade que as rodeia, isto é, adaptada à informações diárias que lhes são transmitidas. Por exemplo, "as crianças aprendem a pensar em quantidades porque vivem num mundo estruturado pela importância das quantidades". Isto, de facto, é uma realidade, tal como também é real o facto de que o "estímulo" é uma mais valia para o desenvolvimento intelectual da criança. Quando falo em desenvolvimento intelectual, também posso falar de desenvolvimento pessoal, passo a explicar. Fala-se muito dos perigos que vêm com as tecnologias, nomeadamente com o computadores e a Internet, no entanto, os pais não se apercebem que ao dizerem aos seus filhos que não devem visitar este ou aquele site, esquecem-se que as crianças cada vez mais aprendem mais depressa do que eles, e facilmente descobrem formas de os visitar. Talvez se nesta "cultura familiar", houvesse mais veracidade e confiança, as crianças provavelmente, não teriam tanta curiosidade em visitar os sites que os pais denominam de "indesejáveis". Com a leitura deste capítulo, reforcei a minha ideia de que as crianças devem ser estimuladas e o seu valor deve ser sempre reconhecido, só dessa forma se poderá criar um ambiente muito mais propício ao desenvolvimento da criança, onde estas se sintam muito mais valorizadas.