Tuesday, November 20, 2007

"A Família em Rede" - capítulo V


Neste capítulo, Papert dá especial atenção à importância da cultura familiar na aprendizagem das crianças. Esta "cultura familiar", aparece associada ao que a família pensa em relação à aprendizagem e nos seus diversos constituintes, como as suas crenças, actividades e tradições. No entanto, as famílias valorizam a sua cultura de forma diferente umas das outras, depende dos seus estilos de aprendizagem. Contudo, o autor defende que numa cultura familiar saudável, terá de existir uma base de entendimento, juntamente com uma compreensão das diferenças, só assim existirá respeito mútuo e união.
Existem famílias que optam pelo estilo de aprendizagem escolar, em que baseia por um currículo de conteúdos específicos, ou então o estilo de aprendizagem tradicional, em que se adopta os hábitos que vão passando de pai para filho.
Ao falar-se de cultura familiar, há que realçar a influência que cultura computacional vai exercendo cada vez mais. Por vezes esta "cultura computacional" gera "preconceitos relativos ao que é apropriado para diferentes idades", no entanto penso que esta mentalidade está errada. Os pais não podem ver na maior facilidade de utilização dos computadores dos filhos, a sua ignorância. Têm sim que persistir na vontade de aprender a utilizar as novas tecnologias, transmitir os seus estilos de aprendizagem aos seus filhos e deixá-los aprender com os seus erros.
Penso que o mais importante a retirar deste capítulo, é que todos podem assumir este papel de transmissor de estilos de aprendizagem, tenham 8 ou 80 anos. Na realidade os pais e até mesmo os avós, podem sempre aprender com os seus filhos e netos, pois o computador pode ajudar também a desenvolver a cultura familiar de aprendizagem, desde que estes não tenham problemas em transmitir as dificuldades que encontram no uso das tecnologias aos seus filhos, só desta forma podem ser ajudados. Verifica-se assim, entreajuda familiar, "cultura familiar".

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