Thursday, December 13, 2007

"A Família em Rede" - capítulo VIII


No que diz respeito a este capítulo, o autor preocupou-se em desenvolver o facto das crianças hoje em dia, comportarem-se e desenvolverem atitudes diferentes daquelas que as crianças desenvolviam há uns tempos atrás. O pensamento que posso retirar disto é que as crianças vão se desenvolvendo à medida que vão atingindo o seu futuro, criando novos hábitos. As crianças agora são mais ambiciosas e penso que posso arriscar dizer que cada vez mais pensam "em grande", querendo sempre ter mais e mais, culpa também do mundo materialista em que vivemos actualmente. Contudo, penso que esta ambição e esta vontade de querer adquirir novos saberes, são grandes aliadas das novas tecnologias.
É necessário estar aberto a novas ideias e novos conhecimentos, se quisermos receber esta "geração tecnológica" da melhor forma. Talvez os pais devessem ser possuidores desta mentalidade, só dessa forma compreenderiam a utilidade das novas tecnologias e, consequentemente, os pensamentos e comportamentos dos seus filhos. Tendo chegado a estas linhas conclusivas, posso concordar com o autor quando este diz que lhe agrada o facto de "que as crianças usem os computadores como componentes de jogos de construção", o que reside no facto de isso "promover uma ruptura com a ideia de que o computador é algo separado do mundo real constituído pelas coisas físicas", o computador é real, e as vantagens das suas utilizações também são bem reais, o que se nota no dia-a-dia, quer escolar quer fora da escola. No entanto, essa realidade provém da fantasia que as crianças adoptam ao utilizarem o computador, o que já levanta questões mais complexas acerca da adequação das tecnologias ao universo infantil. Há que verificar em que é que estas são realmente benéficas para as crianças e adequar essas qualidades à "cultura" da criança, tão falada ao longo do livro de Seymour Papert. Isto quer dizer que, as crianças ao jogarem no computador, têm a tendência de adoptar os comportamentos dos actores dos jogos, e isso demonstra que o computador é capaz de ultrapassar barreiras que, por vezes, parecem tão bem definidas.
No fundo, a verdadeira questão defendida ao longo deste capítulo pelo autor, passa pela tentativa de fazer ver que as novas tecnologias podem intervir no mundo da educação e desempenhar um papel fundamental e extremamente auxiliativo, no desenvolvimento pessoal e escolar da criança em crescimento. Deste modo, o autor chega mesmo a aconselhar o leitor a que pense no que as novas tecnologias podem contribuir para todo o processo de construção do futuro, convidando-o a que reflicta acerca das novas tecnologias e na forma que estas têm se vindo a demonstrar benéficas para o desenvolvimento da criatividade, personalidade e inteligência das crianças. Resumindo, o futuro acaba por estar nas mãos daqueles que conseguem reflectir acerca das aprendizagens que vão adquirindo e desenvolvendo ao longo da vida.

"A Família em Rede" - capítulo VII


O capítulo VII do livro "A Família em Rede", de Seymour Papert, incide na influência das novas tecnologias no ensino. A Revolução Tecnológica da Educação causa ainda, um grande receio por parte dos pais, sendo que é isso que o autor pretende desenvolver ao longo do capítulo. Concordo com o ponto de vista do autor, pois a meu ver, as tecnologias ainda não são vistas como uma grande ajuda por todos. Em vez de assumirem as tecnologias apenas como instrumentos de lazer dos filhos, os pais deveriam preocupar-se mais em ter atenção à política de utilização dos computadores, pois estes não servem apenas para desenvolver a "cultura de aprendizagem" em casa, mas também devem reconhecer o que podem incrementar na escola.
As novas tecnologias ainda não são vistas como uma megamudança na escola, assumem-se fundamentais nos trabalhos de investigação, mas ainda não entram o suficiente nos programas curriculares para provocarem uma verdadeira mudança positiva e enriquecedora. Tendo isto em conta, poderíamos questionar se realmente a escola está preparada para receber esta megamudança. Mas essa mudança só poderá acontecer quando realmente criar alguma diferença, e para tal é necessário saber intervir nas áreas correctas, com as pessoas certas. Se repararmos, nos dias de hoje, se calhar essa mudança não é assim tão significativa. Quando entramos numa sala e vemos um computador em cada secretária, não ficamos de modo algum surpreendidos, já parece algo normal, que não "adianta" de muito.
O autor refere que é visto como um optimista em relação a esta mudança, e penso que posso dizer que também o sou, basta as pessoas começarem a acreditar naquilo que as novas tecnologias podem trazer de vantajoso, sobretudo as mais velhas, e ouvirem as pessoas especializadas no assunto. Segundo Papert, existem três grandes forças para esta mudança: a grande indústria, a revolução na aprendizagem e o poder das crianças. Quanto à indústria, esta pode contribuir na educação no campo dos manuais escolares. Segundo uma pesquisa que elaborei, existe a possibilidade de se adoptarem manuais escolares via "on-line" (http://www.dgidc.min-edu.pt/public/man_adop.asp), o que demonstra que as tecnologias podem realmente, facilitar a vida a muitas pessoas. Quando se fala em "revolução" na educação, esta diz respeito à alteração do modo de pensar sobre o "aprender", pois este deve estar aberto ao mundo das novas tecnologias. Relativamente ao poder das crianças, o assunto é muito simples, basta entendermos o valor e a importância da "cultura de aprendizagem", que já referi anteriormente, as crianças que estão habituadas a utilizarem o computador em casa, mais facilmente levam esse "conhecimento" para a escola, levando consigo a sua própria cultura de aprendizagem e assim, os primeiros passos para essa grande mudança. Deste modo, as crianças tornam-se "agentes" da mudança na escola, o que lhes oferece a oportunidade de adquirirem com maior facilidade novas oportunidades de aprender.

Monday, December 3, 2007

Projecto On-line


A aula prática de hoje foi inteiramente dedicada à realização das primeiras entradas no no nosso projecto on-line.
Graças à macro-estrutura que elaborámos, foi-nos muito mais fácil começar, apenas tivemos de seguir-nos pelo desenho e respeitarmos os passos que estabelecemos. Como primeira exploração do wordpress, houve aspectos que tivemos alguma dificuldade em fazer, mas que entanto, conseguimos ultrapassar explorando bem todas as suas funcionalidades e opções. A página principal já está praticamente feita, posteriormente, incluiremos todas as informações necessárias acerca da tecnologia blog e da reciclagem, uma vez que foi este o tema que escolhemos para desenvolver. No final, faremos as hiperligações. Ainda na aula de hoje, a professora enviou-nos por e-mail, o relatório de grupo que entregámos há umas semanas, tal como o guião de autor, corrigidos. Deste modo, podemos melhorar aspectos que, depois de corrigidos, verificámos que não estavam tão bem desenvolvidos como pensámos.

Friday, November 30, 2007

"A Família em Rede" - Capítulo VI


Logo no início deste capítulo, apercebi-me que se tratava de um minicurso em fluência tecnológica para toda a família. Segundo Papert, aquilo que no fundo ele sabe ao trabalhar com o computador, qualquer criança conseguiria aprender, até mesmo uma criança de oito ou quatro anos.
Pelo que fui percebendo ao longo do capítulo, este foi estruturado baseando-se em projectos para a família, onde todos os intervenientes desta pudessem participar nas actividades a serem desenvolvidas. O grande objectivo de todos os projectos em família, passa por três princípios: pela capacidade de alcançar aquilo que para nós parece ser inalcançável e, ainda, conseguir ir além disso; tornar o computador uma fonte de ideias para as crianças; e, por fim, não esquecer a cultura das crianças, para que estas se sintam bem com aquilo que estão a fazer e, sobretudo, à vontade. Aqui então, poderei falar do exemplo dado pelo autor quando Joan tenta ajudar a avó a fazer uma pesquisa sobre tartarugas. Dada à enorme quantidade de páginas encontradas, penso no que é que seria que uma criança faria perante tal situação e chego à conclusão que deveriam criar-se novas estratégias para que estas pudessem viver na cultura da Internet, que tanto se fala hoje em dia, só assim terão oportunidade de explorar o que as Tecnologias tanto dizem que podem e têm para dar.
Também só assim, poderão partilhar essa cultura com a família. Deveriam existir mais projectos que em vez de provocarem o "choque", nos seus utilizadores, provocassem, confiança. Falando no exemplo do MicroWorlds, este é um programa que quando aparece no ecrã, "há muita gente que sente um pequeno choque, não devido a alguma coisa que o programa faça mas, precisamente, porque não faz coisa alguma. A maior parte dos programas para crianças tomam a iniciativa de fazer qualquer coisa, nem que seja tocar apenas música. A maioria, mas não todos". Contudo, felizmente, existem aqueles que proporcionam a fluência computacional nas crianças ao explorarem o mundo da tecnologia, como por exemplo, a linguagem Logo, que permite que as crianças consigam ser verdadeiros utilizadores do computador competentes porque este segmento lhes permite aprender deste modo.
Em suma, o que será de realçar neste capítulo, é a necessidade de criação de projectos familiares no mundo das tecnologias, que lhes permita olhar, por exemplo, para o computador, como um produto de qualidade e cultura, quer para crianças, adultos ou idosos.

Monday, November 26, 2007

Cmap Tools



Através deste vídeo poderão conhecer melhor o funcionamento da ferramenta Cmap.

Macroestrutura do trabalho

A aula prática de hoje, foi bastante produtiva para o início da parte prática do nosso projecto. Completámos o guião de autor que tínhamos iniciado na última aula e elaborámos a macroestrutura do projecto. Na macroestrutura desenhámos então, através de um esquema elaborado no programa Cmap, os temas que iremos abordar, nomeadamente a Reciclagem e as informações que anteriormente tínhamos adquirido através das pesquisas que fizemos, acerca dos weblogs em contexto educativo. Colocámos também as hiperligações que iram estar presentes no Wordpress, uma vez que será o formato que iremos utilizar. Este esquema ajudar-nos-á a seguir a estrutura que pretendemos para a apresentação do projecto, tal como permitirá que o desenvolvamos de forma mais organizada. Da mesma forma que colocámos as hiperligações, descrevemos quais os elementos multimédia que iremos utilizar. No final, enviámos por email à professora, para que esta tenha uma ideia de como ficará, posteriormente, o trabalho. Contudo, é provável que durante a passagem para a parte prática, tenhamos novas ideias para a construção deste.
Para quem desconhece o programa Cmap Tools, neste site poderão conhecer a sua função: http://cmap.ihmc.us/.

Tuesday, November 20, 2007

Apresentação do powerpoint

Na aula prática de ontem, apresentámos o Powerpoint acerca da tecnologia que escolhemos para trabalhar. Expusemos então à turma, todas as características dos weblogs e os seus pontos fracos e fortes, relativamente à sua utilização no âmbito educativo.
Depois de todos os grupos apresentarem o seu powerpoint acerca da respectiva tecnologia, começámos a elaborar o guião de autor, de que a professora já tinha falado, para podermos passar então, na próxima aula, para a parte prática do trabalho. Já começámos a ter ideias acerca do tema que iremos desenvolver, no entanto, ainda queremos explorar um pouco mais aquilo que procuramos.

"A Família em Rede" - capítulo V


Neste capítulo, Papert dá especial atenção à importância da cultura familiar na aprendizagem das crianças. Esta "cultura familiar", aparece associada ao que a família pensa em relação à aprendizagem e nos seus diversos constituintes, como as suas crenças, actividades e tradições. No entanto, as famílias valorizam a sua cultura de forma diferente umas das outras, depende dos seus estilos de aprendizagem. Contudo, o autor defende que numa cultura familiar saudável, terá de existir uma base de entendimento, juntamente com uma compreensão das diferenças, só assim existirá respeito mútuo e união.
Existem famílias que optam pelo estilo de aprendizagem escolar, em que baseia por um currículo de conteúdos específicos, ou então o estilo de aprendizagem tradicional, em que se adopta os hábitos que vão passando de pai para filho.
Ao falar-se de cultura familiar, há que realçar a influência que cultura computacional vai exercendo cada vez mais. Por vezes esta "cultura computacional" gera "preconceitos relativos ao que é apropriado para diferentes idades", no entanto penso que esta mentalidade está errada. Os pais não podem ver na maior facilidade de utilização dos computadores dos filhos, a sua ignorância. Têm sim que persistir na vontade de aprender a utilizar as novas tecnologias, transmitir os seus estilos de aprendizagem aos seus filhos e deixá-los aprender com os seus erros.
Penso que o mais importante a retirar deste capítulo, é que todos podem assumir este papel de transmissor de estilos de aprendizagem, tenham 8 ou 80 anos. Na realidade os pais e até mesmo os avós, podem sempre aprender com os seus filhos e netos, pois o computador pode ajudar também a desenvolver a cultura familiar de aprendizagem, desde que estes não tenham problemas em transmitir as dificuldades que encontram no uso das tecnologias aos seus filhos, só desta forma podem ser ajudados. Verifica-se assim, entreajuda familiar, "cultura familiar".

Tuesday, November 13, 2007

Web 2.0

Eis um vídeo que demonstra as vantagens da escrita digital, exemplificando com o hipertexto e link. Demonstra também diversas tecnologias onde a escrita digital é utilizada e onde se pode fazer a partilha de informações, nomeadamente no Delicious, Blog e Flicker. Mostra também a Wikipédia como local de pesquisa de informações.

Coloquei este vídeo, pois penso que ajuda a perceber as vantagens das tecnologias para a criação do sentimento de "partilha".

Tuesday, November 6, 2007

O passo seguinte...


Tal como prevíamos, conseguimos entregar o Relatório de grupo a tempo, no dia 5 de Novembro. Não encontrámos grandes dificuldades na pesquisa de informação para o seu preenchimento mas agora é que vem a parte prática. Penso que não posso chamar a parte mais "difícil", talvez seja mais indicado chamá-la a parte mais interessante. Pois agora é que iremos poder pôr em prática todas as ideias que temos para o projecto que vamos desenvolver e vamos poder ver resultados concretos. Além da entrega do trabalho, foi exactamente isso que estivémos a fazer na última aula, pensar acerca do que queremos fazer. Decidimos, também com a ajuda da professora, fazer o nosso trabalho sobre "weblogs", em formato Wordpress. Achámos este o formato ideal, dado que já conhecemos a sua estrutura graças às pesquisas que efectuámos sobre weblogs.
Para quem estiver interessado em saber mais sobre o Wordpress e em que é que este consiste, pode visitar o site: http://rodrigomuniz.com/blog/como-instalar-o-wordpress/, ou então o seguinte, http://pt.wikipedia.org/wiki/WordPress.
No final da aula de ontem, a professora ainda nos mostrou um powerpoint acerca das tecnologias sociais (web 2.0) bastante interessante, que nos mostra como existem diversas tecnologias de 2ª geração, que nos permitem interagir socialmente através da partilha de conhecimento e informação. Quase todas estas tecnologias são bastante acessíveis e gratuitas, tais como o Blogger, Wordpress, Delicious, Wikis, Youtube e o Hi5.

"A Família em Rede" - capítulo IV


Hoje em dia, frequentemente surge a pergunta se "os valores devem ser ensinados pela escola ou pelos pais?". Concordo plenamente com o autor, quando este diz que a verdadeira importância da questão, trata-se do modo como os valores inerentes à educação são conduzidos. No fundo, na minha opinião, são os pais os grandes "condutores" dos valores nas crianças. Apesar dos professores transmitirem saberes e conhecimentos, muitas vezes precisam de transmitir algo mais para despertarem interesse e mesmo confiança nas crianças, valores como a honestidade e precisamente a confiança, devem ser desenvolvidos no seio familiar. Só assim, as crianças poderão crescer num ambiente baseado na segurança, no respeito e no reconhecimento das suas próprias capacidades e competências.
Apesar de se procurar "quem" ou "aquele" que deve educar a criança, é necessário reconhecermos também, que por muitos ensinamentos e valores que lhe sejam transmitidos, é a própria criança que deve acostumar-se a aprender sozinha, com os seus erros. Só depois, deverá reconhecer o erro e estar disposta a aprender a fazer bem e melhor, criando a sua própria vontade se ultrapassar os seus obstáculos e possíveis "enganos". Só assim, existirá o "respeito" de que falei na aprendizagem. Para comprovar o meu pensamento, retirei um excerto de Papert, que reflecte perfeitamente o que acabei de dizer: "O escândalo da educação reside no facto de sempre que ensinamos algo estamos a privar a criança do prazer e do benefício da descoberta".
Daqui poderei partir para a "solução construccionista" referida no livro. Esta "solução" consiste no facto de as crianças aprenderem consoante a realidade que as rodeia, isto é, adaptada à informações diárias que lhes são transmitidas. Por exemplo, "as crianças aprendem a pensar em quantidades porque vivem num mundo estruturado pela importância das quantidades". Isto, de facto, é uma realidade, tal como também é real o facto de que o "estímulo" é uma mais valia para o desenvolvimento intelectual da criança. Quando falo em desenvolvimento intelectual, também posso falar de desenvolvimento pessoal, passo a explicar. Fala-se muito dos perigos que vêm com as tecnologias, nomeadamente com o computadores e a Internet, no entanto, os pais não se apercebem que ao dizerem aos seus filhos que não devem visitar este ou aquele site, esquecem-se que as crianças cada vez mais aprendem mais depressa do que eles, e facilmente descobrem formas de os visitar. Talvez se nesta "cultura familiar", houvesse mais veracidade e confiança, as crianças provavelmente, não teriam tanta curiosidade em visitar os sites que os pais denominam de "indesejáveis". Com a leitura deste capítulo, reforcei a minha ideia de que as crianças devem ser estimuladas e o seu valor deve ser sempre reconhecido, só dessa forma se poderá criar um ambiente muito mais propício ao desenvolvimento da criança, onde estas se sintam muito mais valorizadas.

Monday, October 29, 2007

Relatórios de grupo

Nas duas últimas aulas práticas de Tecnologias Educativas II, eu e o meu grupo preocupámo-nos fundamentalmente em preencher o relatório de grupo referente à tecnologia que estamos a estudar, que por sua vez, representa a terceira parte do trabalho a entregar no dia 5 de Novembro, próxima aula.
Continuámos sem dificuldade em preencher os restantes tópicos, à excepção de um ou outro que acabámos por conseguir encontrar.
O trabalho tem-nos dado bastante entusiasmo na sua elaboração, pois estamos a ter ideias em relação àquilo que queremos fazer e também porque estamos a encontrar informação acerca dos weblogs que desconhecíamos. Contudo, penso que a parte mais fácil de preencher foi a dos "pontos fortes". Isto porque, as vantagens e a utilidade do blog não são surpresa para nós, dado que utilizamos o blog para escrever acerca das novas aprendizagens que adquirimos desde o início da cadeira de Tecnologias Educativas. Tal como estou a fazer neste preciso momento. Como se pretende, procuro escrever no blog sempre que posso e tento transmitir as minhas aprendizagens para poder partilhar com os meus colegas e para que eles possam comentar, se quiserem. É, portanto, esta uma das características essenciais do blog, a partilha de informação e o feedback dessa. Este, para nós, constitui um dos grandes "pontos fortes" do weblog.

Wednesday, October 24, 2007

Weblogs

Continuamos com o entusiasmo inicial de avançarmos com o nosso trabalho. Ao longo da última aula prática, do dia 22/10/2007, começámos a preencher a ficha para o relatório de grupo que teremos de entregar no início do mês de Novembro. A ficha está constituída por diversos tópicos de análise que teremos de desenvolver. Foi-nos disponibilizada então, a ficha com todos os tópicos juntamente com os objectivos específicos para o preenchimento de cada um deles, o que nos auxiliou no começo da sua elaboração. Parece-me, e penso que posso falar pelo grupo, que estamos a conseguir elaborar as tarefas atempadamente, uma vez que, não tivémos dificuldades em encontrar os dados necessários para preencher o que já fizémos na ficha do relatório, pelo menos por enquanto. Parece estar tudo a andar bem.
Ainda na mesma aula, a professora deu a conhecer um novo motor de busca na Internet, o Google Reader. Este funciona como uma caixa de entrada da Internet, lá posso incluir todos os sites ou blogs que eu quiser, nos favoritos. Estes terão que possuir Feeds, os feeds permitem-me ter conhecimento de todos os novos artigos de sites ou blogs sem ter que ir o site ou blog em si. Assim posso acompanhá-los como se estivesse a receber e-mails. O Google Reader permite também verificar quais os blogs portugueses mais lidos, em http://www.marketingdebusca.com/blogs-portugueses-googlereader.html.

"A Família em Rede" - capítulo III


No capítulo III, aborda-se o tema da aprendizagem no mundo das tecnologias, tal como em que circunstâncias é que essa aprendizagem se desenvolve.

Quando um pai entra numa loja cujo nome é "ABACUS, A loja da Aprendizagem", imediatamente a palavra aprendizagem destaca-se. Mas ainda com mais destaque surgem "os títulos mais recentes em software", que hoje em dia aparecem cada vez mais. Tendo em conta a "tradicional" procura entre os produtos "habituais" para as crianças e a "aprendizagem por computador", há que evidenciar as suas diferenças, que o autor fez questão de destacar. São elas, o facto de na primeira existir um contacto próximo, humano e afável e, na segunda, verificar-se uma ligação desumanizada e meramente mercantil.

Posso dizer que no meu ponto de vista, os conteúdos das aplicações multimédia recentes são alvo de grandes críticas pelo facto de abordarem temas superficialmente e de utilizarem a técnica da pergunta, para que a criança responda e seja o computador a dizer se está certo ou errado, esta não beneficia em nada as competências das crianças, como no caso da matemática.
É necessário reflectir acerca de novos modos de abordar a aprendizagem, no entanto, para isso, os pais têm de pensar um pouco acerca das suas aprendizagens e quais as que lhe foram úteis para a sua vida. Apesar de tudo, uma das abordagens da aprendizagem que já verifiquei que é errada é a que faz das crianças "máquinas de resposta", técnica que eu já atrás referi.
Uma abordagem bem sucedida será a "aprendizagem de estilo familiar", feita a partir da cultura. Esta não corre o perigo de provocar desconforto às crianças devido ao desconhecido, a partir de outros, como a aprendizagem escolar.

"A Aprendizagem é facilitada quando é autodirigida", esta citação de Papert, designa o movimento teórico do Construtivismo. A meu ver, por um lado, é positiva relativamente à aprendizagem porque prepara o aluno para aprender em qualquer situação, mas por outro, limita-se à transmissão de conhecimentos de professor para aluno. Por exemplo, na criação de um jogo de vídeo, com esta abordagem, as crianças aprenderão aspectos técnicos, conhecimentos incluídos nos currículos escolares e ampliarão formas de pensamento.

Não posso também deixar de referir a minha concordância com o autor nas suas referências aos exemplos de "mau software". São elas a de que a máquina é activa e a criança não, e a crítica feita às mensagens dos produtos "É tão divertido que o seu filho nem se apercebe que está a aprender". Para mim, as crianças têm que ter absoluta consciência de que estão a aprender e terem gozo nisso. Tirando partido do prazer que as crianças devem ter ao "aprender", penso que posso fazer referência ao "micromundo", direccionado para a linguagem Logo, e que entusiasma as crianças pelo facto destas manipularem o computador enquanto aprendem. Já o "hipermundo", ajuda a construir a capacidade de autodirecção, onde cada um pesquisa o que quer e como quer.

Claro que todas estas possíveis abordagens de aprendizagem através do computador, vão desenvolvendo-o e enriquecendo-o, tornando-o cada vez mais inovador e rápido. No entanto, na minha opinião, prevalece ainda muito mau software que não ajuda ao desenvolvimento de competências nas crianças. Contudo, existem também abordagens bastante positivas no mundo da aprendizagem e são essas que se têm que ter em conta no sistema educativo dos nossos dias.

Monday, October 8, 2007

"A Família em Rede" - capítulo II


Ao longo do capítulo II, foi-me possível verificar qual seria o assunto que Papert se preocupava mais em desenvolver: a tentativa de assumir uma posição no mundo das tecnologias.

O autor denonima dois grupos distintos no seio das tecnologias, "os ciberutópicos" e os "cibercríticos", sendo estes os protagonistas da "multidão de futuristas", a que o autor faz referência. Muito resumidamente, o autor diz que os "ciberutópicos" defendem as tecnologias como fundamentais para uma vida melhor. Já os "cibercríticos", apenas enaltecem a aprendizagem como aspecto indispensável e criticam constantemente as tecnologias fazendo alusão aos seus "terríveis perigos".

Posso dizer que partilho da opinião do autor quando este diz que "na verdade, muitos estão pior com a utilização da tecnologia do que sem ela", no entanto esta afirmação só fará sentido se as tecnologias não forem (bem) utilizadas, para os contextos a que se destinam. Não quero, de todo, ao reforçar esta afirmação, substimar a importância das tecnologias, mas há que saber utilizá-las.

Seymour Papert, preocupa-se sobretudo em revelar a importância das tecnologias no futuro, quer na vida profissional, quer na vida pessoal, maioritariamente no que diz respeito à comunicação com os filhos, "A minha mensagem é de que depende de si, muito mais do que aquilo que poderá pensar, o delinear do seu futuro e do dos seus filhos, no que diz respeito ao computador".

A comprovar o protagonismo das crianças neste mundo das tecnologias, Papert, faz referência a três episódios de aprendizagem: uma em que duas crianças de oito e nove anos de idade, já recorrem ao computador para reforçarem opiniões, outra em que alunos do 4º ano de escolaridade, trabalhando em grupo, desenvolveram um software para poderem estudar a anatomia dos animais. A terceira e última experiência, refere-se a um grupo de alunos do 7º ano que faziam um trabalho sobre "poesia no computador". Uma das alunas, não via qualquer interesse na divisão das palavras por classes gramaticais, como os substantivos ou os verbos. No entanto, após várias experiências e utilização de programas do computador, foi-se apercebendo que devia "ensinar" o computador a utilizar as palavras apropriadas no respectivo contexto. Desta forma, foi ultrapassando as suas dificuldades e melhorou significativamente o seu rendimento escolar. Assim, estas experiências apresentam-se como bons exemplos à importância das tecnologias no campo da educação.

Em contrapartida, existem os educadores chamados de "avestruzes" que, apesar de se mostrarem entusiasmados com o uso dos computadores, "enterram as cabeças" para não compreenderem a mudança que isso implica.

Em todo o capítulo, pude verificar que se aboradavam aspectos muito importantes, contudo, o aspecto que o autor aborda no final, da "fluência tecnológica", é na minha opinião o mais fundamental. Se não se tornarem "fluentes", as crianças não aderem à tecnologia da mesma forma. Os alunos têm de estar preparados a aderirem a qualquer contexto educacional e saberem utilizar a linguagem adequada.

Trabalho de grupo


Na aula prática de hoje, continuámos a desenvolver as pesquisas para o trabalho acerca dos "weblogs".
Com a ajuda do programa http://del.icio.us/, podemos partilhar as nossas pesquisas e também adicionar como "favoritos", outras pesquisas de grupo diferentes que achemos interessantes e também importantes para o desenvolvimento do nosso trabalho.


Deste modo, é mais fácil partilhar informações entre os grupos.

As novas tecnologias no dia-a-dia

Na última aula teórica de Tecnologias Educativas II, do dia 02/10/07, foi-nos solicitado pela professora que preenchêssemos um inquérito acerca da Faculdade, enquanto alunos do curso de Ciências da Educação. O inquérito era referente às unidades curriculares do 2º semestre do 1º ano da licenciatura.
Deste modo, cada aluno contribuiu para que se pudessem analisar estatisticamente todos os dados sobre cada disciplina, docentes e desempenho escolar.
Posso também concluir que, mais uma vez, as novas tecnologias aparecem no nosso dia-a-dia, ainda que indirectamente. Isto porque, se não fossem estas, não seria possível a análise automática destes inquéritos, que é feita através de máquinas. De outro modo, o processo seria muito mais longo e lento.
Assim, todos nós podemos ficar orgulhosos por termos feito parte de um processo que será finalizado pelas "mãos" das novas tecnologias.

Wednesday, September 26, 2007

"A Família em Rede" - Capítulo I


Após a leitura do primeiro capítulo do livro "A Família em Rede", percebi que existe uma problemática que o autor, Seymour Papert, reforça especialmente, a de que, nos dias de hoje, a experiência em relação às tecnologias pode não partir dos adultos para as crianças mas, mais provavelmente, das crianças para os adultos.

O autor faz questão de denominar a relação criança-computador como "um caso amoroso". Isto porque, a "cultura" que as crianças hoje trazem para casa, demonstra o controlo que estas já conseguem ter em relação aos seus interesses, gostos e capacidades.

Deste modo, as crianças tornam-se protagonistas em tudo o que o autor defende. Desde bebés, quando este acredita que é no seio familiar que desenvolvem a sua aprendizagem, ao reconhecimento do seu papel, quando entendem que pertencem a uma geração completamente dependente das tecnologias. A meu ver, quer o computador, quer a Internet, participam hoje no funcionamento de qualquer escola como elementos obrigatórios e fundamentais para o desenvolvimento do ensino e evolução do mesmo. Envolta nesta "cultura das crianças", não deixam de existir as preocupações dos pais em relação às consequências desta dependência, como por exemplo, as influências negativas que os jogos podem ter. Tal como acontece na chamada "cultura de aprendizagem", em que também tem que se ter em conta as aprendizagens exteriores, como o autor exemplifica, as culturas da Internet, dos amigos dos filhos e, sobretudo, a cultura da escola.

Além da escola, as tecnologias também conseguem "ensinar" as crianças por elas próprias, o que se verifica quando o autor refere que o seu neto soube colocar um vídeo e -lo a trabalhar, a observação é neste caso um ponto fundamental no desenvolvimento de capacidades, e as crianças melhor que ninguém, mostram-no.

No fundo, ao longo do capítulo I, o autor procura provar que os adultos conseguem tornar-se autónomos em relação às tecnologias, se assim não for, não conseguirão acompanhar as crianças.

Tuesday, September 25, 2007

A primeira aula prática de TEII

Na primeira aula prática de TE II, além de reforçar os objectivos do programa, a professora começou por nos esclarecer qual seria o nosso trabalho de grupo para este semestre. Deu-nos a escolher uma tecnologia entre: weblogs, messenger, hi5/my space, wikis, youtube/flickr/slidshare, e podcasts. Após cada grupo ter seleccionado a tecnologia que pretenderá explorar, a professora esclareceu-nos que teremos que elaborar um relatório sobre a tecnologia em questão, a entregar no início do mês de novembro.
A tecnologia escolhida pelo nosso grupo foram os weblogs, uma vez que consideramos ser aquela com a qual melhor nos familiarizamos para podermos desenvolver e também porque é a mais adequada para aquilo que pretendemos fazer.

Nova etapa - Tecnologias Educativas II



Olá a todos!
Uma vez concluída a cadeira de Tecnologias Educativas I, este ano estamos a dar início à disciplina de Tecnologias Educativas II. Da mesma forma que a primeira, a aula de apresentação consistiu na explicação do programa por parte das professoras Guilhermina Miranda e Joana Viana, das aulas teóricas e práticas, respectivamente.
Como já devem ter reparado, dou assim continuidade ao blog concebido em TE I, tal como continuo com o mesmo objectivo: apresentar as aprendizagens que considerei adquiridas e as reflexões acerca destas. No entanto, um novo objectivo vem completar o anterior. No máximo de duas em duas semanas, irei postar reflexões acerca de um determinado capítulo do livro "A Família em Rede", de Seymour Papert, tal como o programa exige. E, semanalmente, colocarei o post habitual acerca das aulas.
Deste modo, espero poder corresponder novamente às expectativas, tal como no ano anterior, e divertir-me com os trabalhos de grupo dada a dinâmica das aulas práticas.

Monday, June 11, 2007

Finalização da aplicação multimédia

Ao longo das últimas duas aulas práticas e incluindo a do dia 6 de Junho, cada grupo foi-se dedicando à fase final do respectivo trabalho. Desde o aperfeiçoamento das actividades web propostas às crianças no final da aplicação, a informação pedagógica e, também, a configuração do aspecto da aplicação, foram aspectos aos quais nos dedicámos especialmente para a fase final do trabalho. A entrega do trabalho está para breve e, por isso, resta fazer os pormenores finais e até mesmo, aplicar algumas ideias que achamos que ainda vamos a tempo de colocar para a aplicação multimédia ficar mais completa e divertida, uma vez que é o que se pretende. Ainda na aula do dia 06/06/07, mais precisamento no final, esclarecemos todas as dúvidas em relação aos critérios de avaliação da aplicação, à forma de entrega e à opinião do professor em relação a determinados aspectos.
Posso dizer que apesar das dificuldades ao nível do tempo, foi um trabalho que gostei muito de fazer, dado o seu lado didático e divertido, e também porque sempre me agradou a ideia de estar a fazer algo para crianças (dos 4 aos 7 anos). As aprendizagens que adquiri fui referindo ao longo da constituição do blog, mas posso reforçar a ideia de que a minha capacidade criativa foi aquilo que mais desenvolvi no decorrer do segundo semestre, com a cadeira de Tecnologias Educativas.

Sites

Na aula teórica do dia 18/05/2007, a pofessora aprensentou-nos diversos sites, através dos quais fomos descobrindo como fazer a análise e selecção de produtos para actividades on-line. Desta forma, aprendemos também com a visualização dos sites, como estes podem contribuir para fins educativos, nomeadamente através de uma boa escolha e exploração do conteúdo e dos critérios de avaliação envolventes.

Alguns dos sites que nos foram apresentados e que também podes ver, foram:

www.catraios.pt
www.cidadedamalta.pt

Thursday, May 17, 2007

A parte final...

No dia 16-05-07, dedicámos toda a aula à continuação da elaboração das aplicações multimédia. Neste momento, já praticamente todos os grupos estão a utilizar o Hot potatoes e, uma vez que o tempo já está a apertar a maioria está a empenhar-se na parte final do trabalho, tal como eu. Nomedamente, no aperfeiçoamento das actividades iniciadas na última aula prática.
Já falta pouco!

Hot potatoes na prática


Tendo em conta a última aula dada pela Joana Viana, licenciada em CE, estivemos a pôr em prática aquilo que aprendemos.

Desta forma, apliquei várias actividades feitas no programa Hot potatoes, na minha aplicação multimédia.

Tal como disse, penso que este programa irá estruturar muito melhor qualquer trabalho pois permite-nos fazer determinadas actividades que outros programas não permitem. E parece-me ser muito mais cativante para qualquer criança.

Hot potatoes


A aula teórica do dia 4-5-07, foi dada por uma ex-aluna cá da faculdade licenciada em Ciências da Educação.

Acho que através dessa experiência consigo ainda ter uma ideia mais positiva em relação ao meu futuro profissional. Durante a aula, falou-nos essencialmente, de um novo modelo pedagógico que para a concepção de novos materiais educativos, constitui o público-alvo, o perfil dos destinatários, os objectivos da aprendizagem, estratégias, actividades e modelos de avaliação. A avaliação é inerente ao processo de ensino-aprendizagem, e está especialmente virada à aprendizagem autónoma, que consiste na auto-regulação e consciência da aprendizagem, e ao feedback que atribui aos alunos/formandos. Desta forma, a avaliação das aprendizagens pode ser contextualizada, flexível ou qualitativa.

Este novo modelo pedagógico, permite ao aluno produzir em vez de reproduzir e controlar em vez de ser controlado. Estes dois pontos, constituem a chamada Aprendizagem significativa, que é uma aprendizagem profunda, cognitivamente activa e consciente, ou seja, é muito mais favorável a uma aprendizagem bem sucedida no que diz respeito ao aluno. Os tipos de actividades deste modelo, não se desprendendo dos tópicos essenciais para a concepção dos materiais educativos, como o público-alvo ou os objectivos da aprendizagem, são por exemplo, jogos, objectos multimédia, palavras-cruzadas, escolha múltipla, o verdadeiro ou falso, a associação de pares, etc.

Depois de nos transmitir toda esta informação, deu-nos a conhecer um novo programa que nos permite fazer exercícios interactivos para a web: o Hot Potatoes.

Este programa contém 6 tipos de ferramentas diferentes: o questionário de escolha múltipla; texto lacunar; palavras-cruzadas; associação de pares; frases desordenadas; e, permite também, criar uma unidade didática com vários exercícios. Os tópicos fundamentais que teremos que ter em conta para fazer uma aplicação multimédia com este programa são principalmente, o título, a introdução, as questões, as respostas, os comentários, pistas e imagens. Depois é só configurar o output e elaborar as funcionalidades da aplicação.

Com o conhecimento deste novo programa, tenho a certeza que ser-me-á muito útil para a elaboração de uma aplicação mais original e melhor estruturada.

Wednesday, May 2, 2007

Aplicação Multimédia

Na última aula prática de Tecnologias Educativas e hoje, estivémos apenas a colocar o nosso trabalho no programa que queremos usar na apresentação da nossa aplicação. No caso do meu grupo, estivémos a colocar em "Quandary" todas as nossas ideias para o trabalho, que ainda terão de ser desenvolvidas ao longo das aulas.

Tecnologias Multimédia


Na aula teórica do dia 27-04-2007, aprendemos aquilo que podemos fazer com tecnologias de formação multimédia. Desde conceitos multimédia, hipertexto, e hipermédia, passando por problemas e desafios que acabam por surgir, o formador vai adquirindo sempre novas competências, graças às possibilidades existentes para a formação.

Reforcei a minha ideia de que multimédia significa "múltiplos sentidos", isto porque funciona não só através do sentido visual, mas também áudio, etc. . Desta forma, apenas uma situação pedagógica, pode englobar imagens fixas ou em movimento, texto e áudio/som. Apesar de já haver noção daquilo que era multimédia antes dos computadores, com estes surgiu o conceito de hipermédia, que não é nada mais nada menos do que uma forma mais dinâmica e interactiva de aceder à informação. O hipertexto já é a rede que resulta das ligações entre diferentes nós de texto, ou seja, de uma rede semântica.
Assim, o conceito multimédia, que representa a capacidade de representação multidimensional da informação, pode seguir-se por uma sequência linear, por meios convencionais ou por uma estrutura semântica.

Como referi no início abordámos também o assunto das possibilidades de formação. Estas passavam portanto pela estimulação multi-sensorial e interactividade, flexibilidade na utilização, a adequação a uma aprendizagem activa e auto-regulada, facilidade de acesso à informação, grande poder de aramazenamento, produção e distribuição a custos razoáveis e conexão e comunicação através de redes. Os problemas e desafios verificam-se na desorientação no hiperespaço, na sobrecarga cognitiva, na angústia de não-directividade, na reduzida atenção aos conteúdos e no desaproveitamento da informação disponível.
Falámos no modelo comportamental do aluno tendo em conta a observação duma situação didática. Conhecemos as funções da mediatização, mais precisamente de um "storyboard" desde a análise da mensagem em função do público, às ideias para a realização.
Por último, aprendemos o que é o interface, que passa pela identificação e localização da aplicação e contém a informação, a navegação no módulo e no capítulo. Deste modo, bastou conhecer melhor as orientações conceptuais, linguísticas, de carácter visual e da utilização, para ter uma noção muito mais clara completa daquilo que são as tecnologias de formação multimédia.

Thursday, April 26, 2007

Multimédia: um conceito em evolução.


Na aula teórica do dia 20-04-2007, abordámos essencialmente o tema da transmissão de informação com base nos meios multimédia.
Desta forma, fiquei a saber que a transmissão de informação passa do emissor para o receptor, ou seja, aluno recebe a mensagem através do canal. No entanto, existem factores que de certa forma podem alterar a mensagem, quando tal acontece, a mensagem passa a ser denominada de Ruído, uma vez que a mensagem que chega ao receptor foi alterada em relação ao que
esta era originalmente. Todo este modelo, trata-se do modelo matemático da comunicação que se baseia em materiais mais técnicos. Toda a informação, dados e conceitos, precisam de primeiro chegar ao conhecimento em si, para que então, possa ganhar sentido e significado.
Contudo, nos anos 60 este modelo matemático sofreu uma crítica, isto porque considerava-se a sociedade, uma sociedade de informação e não do conhecimento.

Ainda durante a aula, ficámos a conhecer o modelo de informação segundo Mayer. Este distinguia o sentido visual do auditivo segundo uma ideia de trabalho, que se seguia por sete princípios, são eles: Multimedia, Contiguidade espacial, Contiguidade temporal, Coerência, Modalidade, Redundância e Diferenças Individuais. Todos estes princípios representam os passos por que nos devemos seguir para poder pôr em prática qualquer aplicação multimédia e para que a mensagem chegue ao receptor com o sentido inalterado.

Wednesday, March 28, 2007

Quandary


Na aula prática de hoje, 28-03-2007, o professor ensinou-nos a utilizar o programa Quandary para, se quisermos, o utilizarmos para a elaboração da nossa aplicação multimédia. O programa baseia-se no fundo em pontos de decisão. Melhor dizendo, tem que existir uma determinada situação, uma pergunta, e alternativas de resposta.

Antes de realizarmos seja o que for em formato Quandary, temos que primeiro passar para o papel a estrutura que queremos seguir. Assim, se também numerarmos cada página, será mais fácil depois colocar as páginas de informação e feedback, correspondentes a cada situação. Desta forma, sempre que a criança erre na resposta irá automaticamente para uma página de informação. Se acertar, passará para a página e situação seguintes. Nas páginas de informação poderá optar-se por continuar ou retroceder. Assim que a aplicação esteja feita deve-se guardar em formato Quandary e, de seguida, exportar para html.

Se quiseres saber mais sobre o Quandary vai ao site http://te.fpce.ul.pt/claroline/calendar/agenda.php?cidReq=TE12007#

No final da aula tivemos também oportunidade de rever o ante-projecto da nossa aplicação multimédia.

Wednesday, March 14, 2007

Apresentações das ideias

Na aula de hoje, dedicámo-nos inteiramente à apresentação da ideia que cada grupo tem para a elaboração da sua aplicação multimédia.
No final, fizémos uma "votação", na medida em que havia algumas ideias que precisavam ainda de ser mais desenvolvidas e outras já tinham uma ideia formada muito boa e criativa.
Ao longo das apresentações iamos fazendo sugestões ou críticas em relação às ideias e, posso mesmo dizer, que as sugestões que deram à ideia do meu grupo ajudaram bastante, uma vez que fizeram-nos críticas bastante construtiva.
Acho que com o desenvolvimento deste ante-projecto da aplicação, estou a aperfeiçoar as minhas capacidades em relação ao computador e aos seus programas, programas que alguns até desconhecia, o que me agrada bastante!

Evolução das Tecnologias e o Ensino Programado


Na aula teórica do dia 09-03-2007, falámos essencialmente acerca do Ensino Programado, do multicanal e do monocanal, e por fim, o professor acabou de explicar a linha cronológica que já tinha começado na última aula teórica mas que ainda não tinha terminado.
Vou, portanto, começar por completar a linha do tempo que tinha ficado em 1957. Assim, aprendi que do ano de 1958 ao ano 1970, destacou-se o Efeito Sputnik. Anos em que a Comunicação Audiovisual, a Teoria da Comunicção de Shannon e Weaver, e a Teoria dos Sistemas tiveram bastante realce para a integração do audiovisual no sistema educativo. Seguidamente, do ano 1971 a 1982, onde finalmente a informática ganha importância e revela-se bastante útil, depois, do ano 1983 a 2000, surgem os computadores com grandes capacidades de armazenamento, como em CD, CD-ROM ou videodiscos, sendo que começam a utilizar-se na escola juntamente com as tecnologias digitais. Por fim, do ano 2000 até 2005, surge a Internet e dá-se a expansão das tecnologias digitais.


ENSINO PROGRAMADO (1954)
Tendo em conta o modo de Ensino Programado, passámos a conhecer os defeitos do sistema escolar segundo SKINNER, e como o aluno trabalhava. Desta forma, este trabalhava individualmente, deveria seguir-se pelo seu próprio ritmo, por pequenos passos, que por sua vez deveriam integrar-se numa sequência estabelecida cautelosamente e ser respondidos de forma activa. E, finalmente, o aluno deveria ser informado de imediato acerca da pertinência da sua resposta.

Se quiseres informar-te melhor acerca da pedagogia de Skinner, vai ao site: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per07.htm.

Thursday, March 8, 2007

À procura de uma identidade...

Apesar de já ter referido o meu maior interesse nas aulas práticas, não posso deixar de demonstrar a importância da primeira aula teórica do dia 02-03-2007.
Esta aula baseou-se em três tópicos: o conceito de tecnologias educativas, a sua função e a investigação propriamente dita. Descobri que não existem apenas "tecnologias educativas", mas também "a" tecnologia educativa, as tecnologias da educação e as tecnologias em educação, sendo todas elas diferentes umas das outras.
Começando por nos referir tecnologias mais antigas, o professor deu-nos a conhecer toda a linha cronólogica das tecnologias educativas, desde o ano de 1923 até ao ano 1957, e que mais tarde irá continuar a mostrar até ao ano 2000, não deixando de mencionar todas as personalidades que contribuiram para a evolução das tecnologias nos respectivos periodos.
Posso dizer que não imaginava que a área audiovisual já vinha de há tanto tempo...! =)

Wednesday, March 7, 2007

Novas aprendizagens

Não desfazendo das aulas teóricas, acho que posso arriscar dizer que são as aulas práticas que me despertam maior interesse.
Desta forma, a segunda aula prática da cadeira de Tecnologias Educativas I apenas veio a reforçar a minha curiosidade e interesse, que já tinha adquirido na primeira aula, em relação à disciplina. Julgo que tudo isto deveu-se sobretudo às orientações dadas pelo professor, no âmbito da realização da aplicação multimédia que teremos de elaborar ao longo do semestre.
Além da demonstração de aplicações multimédia mais antigas, o professor também mostrou-nos quais as estruturas possíveis para a realização dessas. São elas, a hierárquica, semântica, em tabela e a linear. De seguida, esquematizámos um texto aplicando a estrutura mais apropriada, em que eu apliquei a estrutura hierárquica.
Reflectindo em todas as aprendizagens que retirei desta aula posso dizer que toda a criatividade e originalidade que o trabalho exige, são sem dúvida, dois dos factores que irão reforçar o meu empenho.

Finalidades do Blog

Um dos objectivos da cadeira de Tecnologias Educativas I foi precisamente a criação de um blog onde eu pudesse transpor semanalmente todas as aprendizagens que retirava das respectivas aulas.Ao longo da primeira aula prática começámos então por criar o blog, tal como também nos foi solicitado pelo professor que respondessemos a um questionário, nomeadamente no site: www.fpce.ul.pt/pessoal/ulfpost , onde iriamos receber uma classificação quanto à nossa relação com o computador e os conhecimentos que já possuíamos acerca dos seus programas. Com efeito, obtive a classificação de 34 valores! "O seu nível é já bastante bom, pelo que lhe sugerimos que continue a aprofundar os seus conhecimentos." :)

Apresentação



Olá! :)

Chamo-me Anabela, tenho 18 anos e estou no 1º ano da Licenciatura de Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, da Universidade de Lisboa.

Este blog foi criado no âmbito da cadeira de Tecnologias Educativas I, de forma a mostrar as tarefas e aprendizagens relacionadas com as aulas...espero que consiga corresponder às expectativas! =P